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Surto de gripe aviária na África do Sul afeta produção de aves e leva países a reforçar restrições

Um surto de gripe aviária foi registado na província de Gauteng, na África do Sul, levando as autoridades e o setor avícola a reforçarem medidas de vigilância para conter a propagação da doença.

A situação tem afetado a produção de frangos e outros produtos derivados da avicultura, gerando preocupação entre produtores e países que mantêm relações comerciais com a África do Sul.

Botswana suspende importação de aves e produtos avícolas

Como medida preventiva, o Botswana anunciou a suspensão temporária da importação de aves domésticas, aves selvagens e produtos de origem avícola provenientes da África do Sul.

A restrição inclui carne de aves, ovos, penas e outros produtos relacionados, numa tentativa de evitar a entrada da doença no território botswanês.

Exploração avícola registou centenas de mortes

Segundo informações divulgadas pelas autoridades e meios de comunicação locais, uma exploração comercial de galinhas poedeiras localizada em Ekurhuleni, na região leste de Joanesburgo, registou a morte de mais de 300 aves associadas ao surto.

As autoridades veterinárias continuam a acompanhar a evolução da situação e a implementar medidas de controlo para limitar a disseminação do vírus.

Variante representa baixo risco para humanos

Especialistas indicam que o surto está associado à variante H5N8 do vírus da gripe aviária, conhecida por provocar elevada mortalidade em aves domésticas e algumas espécies selvagens.

Apesar dos impactos na produção avícola, os epidemiologistas referem que esta variante apresenta um risco considerado baixo para a saúde humana, não existindo indicações de transmissão sustentada entre pessoas.

Autoridades reforçam vigilância no setor avícola

O Departamento de Agricultura da África do Sul apelou aos produtores para que reforcem a vigilância nas explorações, monitorizando possíveis sinais da doença e comunicando imediatamente qualquer suspeita aos serviços veterinários.

As autoridades consideram que a deteção precoce e a rápida resposta são fundamentais para reduzir os impactos do surto e proteger a produção avícola no país.

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